| Categoria 2 (EFSS) | ||
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| Furacão Catarina, em 24 de Março de 2004. | ||
| Formação: | 24 de Março de 2004 | |
| Dissipação: | 28 de Março de 2004 | |
| Vento mais forte (1 min): | 95 nós (176 km/h, 109 mph) | |
| Pressão mais baixa: | Dados não disponíveis | |
| Danos: | 250 milhões R$ | |
| Fatalidades: | 3-10 de forma direta | |
| Áreas afetadas: | Santa Catarina e Rio Grande do Sul, Brasil | |
O primeiro ciclone tropical de que se tem notícia no sul do Oceano Atlântico foi denominado Catarina. Esta denominação não segue as regras usuais do hemisfério norte, segundo as quais o primeiro furacão da estação recebe um nome começando com a letra "A", o segundo com a letra "B", e assim sucessivamente. Isto verdadeiramente demonstra que o fenômeno foi atípico para esta região do globo.
Em 27 e 28 de março de 2004 a população do sul do Estado de Santa Catarina e a população do nordeste do Estado do Rio Grande do Sul, ambos no Brasil, foram alertadas para o fato de que se aproximava um ciclone. O que ninguém imaginava é que este seria o primeiro furacão historicamente registrado no Atlântico Sul.
Em virtude de seu caráter inédito e da complexidade na sua formação, houve muita polêmica quanto à classificação. Posteriormente, durante o Workshop sobre o Fenômeno Catarina realizado nos dias 28 e 29 de junho de 2005 no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), os cientistas chegaram a um consenso, classificando o Catarina como um furacão na sua fase final, com rajadas de ventos de até 180 km/h.[1]
Pesquisadores do Grupo de Estudo de Desastres Naturais (GEDN) da UFSC que realizaram observações "in loco" em Bal. Arroio do Silva (SC) durante a passagem do furacão, também verificaram que as características do Catarina eram típicas de um furacão. Por exemplo, a temperatura no "olho" era bem mais elevada do que nas bordas (parede de nuvens) e a pressão em seu núcleo era extremamente baixa. Além disso, os pesquisadores também estimaram os ventos mais fortes (rajadas) em torno de 180 km/h. Com base na avaliação dos danos foi possível estabelecer de forma mais precisa a intensidade do Catarina, que segundo a escala Saffir-Simpson, corresponde a um furacão de categoria 2, com ventos sustenidos de 154 a 177 km/h.
Índice |
editar Previsão
No ano de 2002, os climatologistas que trabalham com o supercomputador japonês chamado Simulador Terrestre (Earth Simulator [1]), constataram que o aumento do aquecimento global, devido ao aumento da concentração de dióxido de carbono na atmosfera, provocaria o aparecimento de furacões no Atlântico Sul.
Referências
- ↑ SBMET, Informativo SBMET, ano 1, n. 2, julho 2005. Fenômeno Catarina em Debate. Página visitada em 30-07-2007.
editar Ligações externas
- http://ciram.epagri.rct-sc.br/site/especial_catarina_reconhec.html
- http://www.climerh.rct-sc.br/especial_catarina.html
- "The nameless hurricane": http://science.nasa.gov/headlines/y2004/02apr_hurricane.htm
- http://www.apolo11.com/furacao_catarina.php
- Animação 1 (CLIMERH): http://www.climerh.rct-sc.br/animacao_furacao.html
- Animação 2 (USP): http://master.iag.usp.br/imagens/Catarina/anima_recorte.php
- Animação 3 (USP-INPE): http://master.iag.usp.br/imagens/Catarina/anima_INPE.php
- Animação 4 (NOAA): http://www.ncdc.noaa.gov/img/climate/research/2004/mar/catarina-large.gif
- Animação 5 (POPA.COM.BR): http://www.popa.com.br/meteorologia/catarina_video.htm
- O Ciclone Catarina : http://www.popa.com.br/imagens/03-04/catarina.htm
- Imagem espetacular, em alta resolução (9055048 Bytes - aprox 9MB: demora a ser carregada cerca de 15 minutos em conexão ADSL), da baía de Guanabara até a Lagoa dos Patos e Porto Alegre, mostrando a cidade do Rio de Janeiro, a restinga de Marambaia, Santos, São Paulo, a baía de Paranaguá, a ilha de São Francisco do Sul e as lagoas do Rio Grande do Sul. O litoral de Santa Catarina está quase todo encoberto, aparecendo só o extremo sul.
editar Temperatura na superfície do mar
- https://www.mar.mil.br/dhn/chm/meteo/prev/tsm/tsm.htm Litoral do Brasil
- http://www.ssec.wisc.edu/data/sst/latest_sst.gif Global
