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Mandíbula humana
Mandíbula humana. Face Lateral (Superfície externa). Vista lateral
Mandíbula humana. Face Medial (Superfície interna). Vista lateral
Latim mandibula
Origens {{{Origens}}}
Inserções {{{Inserções}}}
Articulações {{{Articulações}}}
Recursos externos
Gray's subject #44 172
MeSH A02.835.232.781.324.502.632
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Nos vertebrados, a mandíbula é o componente móvel (se movimenta nos três planos: sagital, frontal e transversal) do crânio que forma a parte inferior da cabeça. Por vezes, usa-se erradamente a palavra maxila (por exemplo, maxila inferior, nos mamíferos) para designar a mandíbula.

Índice

editar Características gerais

Sua forma é semelhante a uma ferradura horizontal com abertura posterior (corpo), de cujas extremidades livres saem dois prolongamentos(ramos).

Na parte posterior, há uma articulação sinovial, com os ossos temporais através do processo condilar, alongado ortogonalmente ao plano medial; esta articulação designa-se temporomandibular.

Cada lado contém, da extremidade anterior à posterior, oito alvéolos para a inserção dos dentes, respectivamente: dois alvéolos para o engaste dos incisivos; um alvéolo canino, bastante profundo; dois alvéolos pré-molares e dois ou três molares,dependendo da formação ou não do terceiro molar ou dente siso. Estes números referem-se à boca do homem, nos restantes grupos de mamíferos, os números variam, tendo evoluído de acordo com o tipo de alimentação.

Ainda sobre a anatomia humana da mandibula humana nota-se a inserção de todos os músculos da mastigação, tendo como principais o Masseter, o Músculo temporal e os pterigóides, medial e lateral.

Nos répteis, a mandíbula é composta de cinco ossos e, durante o processo de evolução, nos mamíferos quato destes ossos reduziram-se em tamanho e foram incorporados no ouvido médio e são conhecidos como martelo e bigorna que conjuntamente com o estribo, que tem outra origem, formam os ossículos do ouvido. Esta adaptação trouxe vantagem aos mamíferos porque, não só uma mandíbula formada por um só osso é mais forte, mas também porque os ossículos melhoraram o sentido da audição.


editar Origem

Deriva do esqueleto visceral (primeiro arco branquial) e se realiza ao lado da cartilagem mandibular, que desaparece. A partir da sexta semana de vida intra-uterina, começa a ossificar-se antes de qualquer outro osso do organismo, com exceção da clavícula.

editar Crescimento

É ântero-posterior e em altura, por deslocamento oblíquo do processo condilar (cartilagíneo) por aposições da margem posterior dos ramos; ântero-posterior dos ramos; ântero-posterior, por reabsorção na margem anterior dos ramos; do corpo, por elevação dos processos alveolares; e em altura por desenvolvimento da base do corpo da mandíbula.

editar Cronologia anatômica

Durante o seu crescimento, a mandíbula sofre mutações morfológicas e estruturais que justificam uma descrição particular.

editar Embriologia

Ver artigo principal: Embriologia

A mandíbula deriva do primeiro arco branquial e, a partir da sexta semana de vida intra-uterina, começa a ossificar-se antes de qualquer outro osso do organismo, com exceção da clavícula. Esse processo tem início no tecido conjuntivo que reveste a parte anterior da face lateral da cartilagem mandibular, enquanto sua extremidade posterior se ossifica para formar dois ossículos para formar dois ossículos da audição: a bigorna e o martelo. Na verdade, a cartilagem mandibular seria guia e não um elemento ativo no desenvolvimento da mandíbula.

Entre a décima primeira e a décima quarta semana de vida fetal, aparecem cartilagens acessórias responsáveis pela formação do processo condilar e parte do processo coronóide da mandíbula, aos quais devem ser somados outros dois nódulos secundários sinfisianos, se soldam ao corpo principal da mandíbula, no nível da futura protuberância mental.

editar Mandíbula do feto feto termo

No nascimento, a mandíbula é constituída por duas metades independentes, unidas na linha mediana por um tecido fibroso que desaparece no segundo mês de vida, quando começa a ser substituído progressivamente por um tecido ósseo que permitirá a fusão das duas partes primitivas da mandíbula e a formação ulterior da sínfise da mandíbula. Nos roedores e em outras espécies animais, não ocorre o fenômeno de ossificação e soldadura das duas metades da mandíbula e por isso estes permanecem independentes durante toda a vida.

O corpo da mandíbula do recém-nascido tem pouca altura, com um ângulo mandibular obtuso (130º a 160º); os ramos são curtos e largos, como se constituíssem um prologamento do corpo do osso, que se caracteriza pela presença de três saliências correspondentes aos germes dos dentes canino e molares dente decíduos. A futura margem alveolar invade a face mesial do ramo, observando-se então que o local do molar de 6 anos situa-se 3 a 5 mm distante do esboço da língula da mandíbula. Nesse lugar termina a margem anterior do ramo e o trígono retromolar da mandíbula do adulto ainda não está delimitado. O processo condilar é grande em proporção ao restante do osso e o vértice do processo coronóide chega até seu limite superior ou pode ultrapassa-lo. Na extremidade inferior do sulco que separa as eminências alveolares do canino e do primeiro molar decíduo situa-se o forame mental. Em todos os casos evidenciam-se os forames de entrada e saída do canal de Serres.

editar Estruturas

Fazem parte da mandíbula:

editar Imagens adicionais

editar Referências

editar Bibliografia


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