| Metropolitano de Lisboa | |||
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| Local | Lisboa, Amadora, Odivelas | ||
|---|---|---|---|
| Tipo de transporte | Ferroviário (Metropolitano) | ||
| Slogan | Vá de Metro / Vá com o Metro | ||
| Inauguração | 29 de Dezembro de 1959 | ||
| Extensão | 37,7 Km | ||
| Número de linhas | 4 | ||
| Número de estações | 46 | ||
| Tráfego diário de passageiros | 500.000 | ||
| Bitola | 1435 mm | ||
| Sítio oficial | Metro de Lisboa | ||
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O Metropolitano de Lisboa é o sistema de metropolitano da cidade de Lisboa. Foi inaugurado em 29 de Dezembro de 1959, tornando-se desta forma na primeira rede de metropolitano de Portugal e do mundo lusófono. É constituído por quatro linhas com 46 estações (quatro destas são estações de mudança de linha), numa extensão total de 37,7 km.[1]
Índice |
editar História
Desde 1888 que se pensava em construir um sistema de caminhos de ferro subterrâneo na cidade de Lisboa. A ideia era do engenheiro militar Henrique de Lima e Cunha; este tinha publicado na revista Obras Públicas e Minas uma rede com várias linhas que poderia servir a capital portuguesa. Mais tarde, já na década de 1920, Lanoel d'Aussenac e Abel Coelho em 1923, e José Manteca Roger e Juan Luque Argenti em 1924, apresentaram os seus projectos para um sistema de metropolitano em Lisboa, mas ambos foram rejeitados.[2]
Após a Segunda Guerra Mundial, na qual Portugal se manteve neutral, a retoma da economia nacional e a ajuda financeira do Plano Marshall deram um forte impulso para o início da construção do metro. Foi constituída uma sociedade a 26 de Janeiro de 1948, que tinha como objectivo o estudo da viabilidade técnica e económica de um sistema de transporte público subterrâneo em Lisboa.[2]
As obras iniciaram-se a 7 de Agosto de 1955, e quatro anos mais tarde, a 29 de Dezembro de 1959, era inaugurado o Metro de Lisboa. A rede era constituída por uma linha em Y que ligava os Restauradores ao Rotunda (actual Marquês de Pombal); aí, a linha separava-se em dois ramais, um para Entre Campos e outro para Sete Rios (actual Jardim Zoológico).[2]
O novo sistema foi bem aceite pelo público, e no primeiro ano o metro transportou mais de 15,3 milhões de passageiros. O metro revelou-se um importante factor de desenvolvimento urbanístico da cidade, delineando novas áreas de habitação e serviços. Em 1963 é inaugurado o troço desde os Restauradores ao Rossio. Esta primeira fase de construções ficou concluída com o troço Rossio – Anjos, em 1966, e por fim, em 1972, o troço entre os Anjos e Alvalade.[2]
Depois dessa primeira expansão, o metro não voltou a inaugurar estações até 1988. Em 1974, a revolução do 25 de Abril veio modificar a gestão do Metropolitano de Lisboa; em 1975 a empresa foi nacionalizada, passando a chamar-se, em 1978, Metropolitano de Lisboa, EP. A nova gerência começou por fazer obras de alargamento das estações, inicialmente habilitadas para receber duas carruagens, para poderem passar a receber quatro.[2]
No final da década de 1980 recomeçou a expansão da rede; foram construídos os troços entre Sete Rios e Colégio Militar/Luz, e entre Entre Campos e a Cidade Universitária. A rede continuou a expandir-se de forma gradual; em 1993 foram inaugurados os troços entre a Cidade Universitária e o Campo Grande, e entre os Anjos e Alvalade. Em 1995 foi feita a separação da linha em duas; a Linha A (azul) e a Linha B (amarela) juntavam-se na estação Rotunda seguindo uma no sentido do Colégio Militar e a outra no sentido do Campo Grande. Esta medida era uma estratégia para melhor estruturar a rede.[2]
Em 1997, abrem as ligações entre as estações do Colégio Militar/Luz e a Pontinha na Linha A, e entre a Rotunda e o Rato na Linha B. No final desse ano foi criada a Linha C (verde), a partir da nova estação da Baixa-Chiado até ao Campo Grande, passando pela estação do Rossio, que deixou de ter ligação à estação dos Restauradores da Linha A. Nesta altura algumas estações mudaram de nome: a Rotunda passou a ser Marquês de Pombal, o Socorro passou a ser o Martim Moniz, a Palhavã passou a chamar-se Praça de Espanha e a estação de Sete Rios começou a denominar-se Jardim Zoológico.[2]
O ano de 1998 foi uma ano muito importante para a capital portuguesa; nesse ano realizou-se, na zona este da cidade, a Expo '98. O Metropolitano de Lisboa não ficou indiferente ao evento e, em Maio, no mesmo mês em que a exposição começava, abriu a Linha D (vermelha). É a única linha feita de raiz até aos dias de hoje no Metro de Lisboa. Começava na estação da Alameda, onde já passava a Linha C, e seguia até à estação Oriente, localizada no Parque das Nações, onde se a realizava a Expo'98. Na Linha A fez-se o prolongamento da linha desde os Restauradores até à estação Baixa-Chiado. Na Linha C foi feito um prolongamento desde a Baixa-Chiado até ao Cais do Sodré fazendo desta forma a ligação ao transporte fluvial. Foi com esta configuração que o sistema de Metropolitano de Lisboa passou o século.[2]
As linhas mudaram todas de nome. A linha A passou a ser Linha da Gaivota, a linha B começou a ser chamada Linha do Girassol, a linha C ficou Linha da Caravela, e finalmente a linha D passou a ser Linha do Oriente. Apesar dos novos nomes, as linhas são conhecidas pelo público pelo nome da cor representativa da linha. Em 2002 a Linha Verde foi expandida na vertente norte até Telheiras. Dois anos mais tarde, em 2004, a rede passou os limites geográficos da cidade; primeiro no mês de Março, foi acrescentado à Linha Amarela um troço de cinco novas estações que partia do Campo Grande e seguia até Odivelas. Em Maio do mesmo ano a linha Azul foi prolongada desde a Pontinha até à estação de Amadora Este.[2]
Em 19 de Dezembro de 2007, após 11 anos de construção, foi inaugurado o prolongamento entre Baixa-Chiado e Santa Apolónia, com alguma controvérsia e muitos atrasos sucessivos devido à dificuldade de construção. Em 2000, quando estaria prevista em três anos a sua conclusão, surgiram fissuras no túnel que levaram a um aluimento de terras. A consequente inundação do túnel veio atrasar a conclusão da obra e obrigou a cortar temporariamente o trânsito rodoviário na Praça do Comércio e em parte da Avenida Infante D. Henrique. Um novo túnel foi feito no local no interior do primeiro. As obras das Estações Terreiro do Paço e Santa Apolónia foram concluidas no verão de 2007.
editar Rede
| Linha | Terminais | Inauguração | Comprimento | Estações | |
|---|---|---|---|---|---|
| Azul | Amadora-Este ↔ Santa Apolónia | 1959* | 13 km | 17 | |
| Amarela | Odivelas ↔ Rato | 1959* | 11 km | 13 | |
| Verde | Cais do Sodré ↔ Telheiras | 1963** | 9 km | 13 | |
| Vermelha | Alameda ↔ Oriente | 1998 | 6 km | 7 | |
(*) Só em 1995 se fez a desconexão do nó da Rotunda (Marquês de Pombal), passando a existir duas linhas independentes (azul e amarela)
(**) Só em 1998 se fez a desconexão do troço Restauradores – Rossio, passando a existir três linhas independentes (azul, amarela e verde)
editar Expansões futuras
editar Em construção
Estão actualmente em construção os seguintes prolongamentos:
- Linha Vermelha:
- entre Alameda e São Sebastião - prolongamento com duas estações novas (Saldanha e São Sebastião), com inauguração prevista para Agosto de 2009.carece de fontes
- entre Oriente e Aeroporto - ligação ao Aeroporto de Lisboa a partir da estação Oriente, incluindo as novas estações de Moscavide, Encarnação e Aeroporto, com conclusão prevista para Dezembro de 2010.carece de fontes
Com a conclusão destas extensões, o metro terá uma rede de cerca de 40 km de via dupla, e 52 estações.[3]
editar Em projecto
Como projectos futuros, alguns não confirmados, está em estudo o prolongamento a sul da Linha Vermelha até Campo de Ourique, passando por Campolide e Amoreiras, e a norte para além do Aeroporto, unindo-se à Linha Amarela na estação Lumiar e à Linha Azul na estação Colégio Militar/Luz. Anteriormente, a expansão da Linha Vermelha para norte contemplava também um ramal que partia de Moscavide rumo à Portela e a Sacavém — o que, a concretizar-se, corresponderia à terceira expansão da rede do metro para fora da cidade de Lisboa. A Linha Amarela será prolongada para Sul desde o Rato até Alcântara-Mar, passando pela Estrela e pela Infante Santo. Na Linha Verde está em estudo o prolongamento a norte desde Telheiras, passando pela Horta Nova e unindo-se à Linha Azul na estação Pontinha.
Estuda-se também para execução a muito longo prazo a criação da "Linha das Colinas", uma linha construída de raiz que uniria os bairros históricos, desde Campo de Ourique a Santa Apolónia. Ligando entre si os bairros históricos da cidade que ainda não estão servidos pela rede de metropolitano, pretendia-se dotar de uma linha de metropolitano várias zonas carenciadas em estacionamento e onde o acesso em transporte individual é insuficiente e sem capacidade. A Linha das Colinas teria 8,5 km e 16 estações, atravessando, as quatro linhas de metropolitano já existentes: Campo de Ourique (Linha Vermelha), Estrela (Linha Amarela), São Bento, Academia das Ciências, Príncipe Real, Avenida (Linha Azul), Campo Mártires da Pátria, Gomes Freire, Estefânia, Arroios (Linha Verde), Paiva Couceiro, Penha de França, Sapadores, Graça, Cerca Moura e Santa Apolónia (Linha Azul).
editar Arte no Metro
A arquitectura e decoração de uma estação de metropolitano é um elemento fundamental para o bem estar dos passageiros, e funciona de certa forma como um apelo para se viajar de metro. O Metro de Lisboa é um dos sistemas de metro no mundo onde a arte está mais bem representada. A preocupação de atenuar nas estações a transição entre a superfície e o subterrâneo começou desde o início. O arquitecto Francisco Keil do Amaral desenhou o modelo de uma estação tipo, que serviu de molde para todas as estações construídas até 1972. A decoração era muito moderada, as linhas eram suaves, mas firmes, muito ao gosto do regime vigente na época em Portugal. As onze estações iniciais, com excepção da Avenida, tinham revestimentos da autoria da pintora Maria Keil.[4]
Em 1988, quando se retomou a expansão do metro, com a inauguração novas ligações entre as estações de Sete Rios e Colégio Militar/Luz, e entre as de Entre Campos e a Cidade Universitária, continuou presente a necessidade de organizar e decorar as estações; nessa medida, dotaram-se essas novas estações de intervenções de quatro artistas contemporâneos portugueses: Rolando Sá Nogueira nas Laranjeiras, Júlio Pomar no Alto dos Moinhos, Manuel Cargaleiro no Colégio Militar/Luz e Vieira da Silva na estação da Cidade Universitária, deram o seu contributo no enriquecimento das estações do metro.[4]
Daí em diante a arte passou a ser uma constante nas estações. A iluminação joga com o brilho da azulejaria, presente em quase todas as estações. Nos últimos anos as estações mais antigas têm sido remodeladas, não só para melhorar a decoração e aspecto estético, mas também para melhorar as acessibilidades para passageiros de mobilidade reduzida.
editar Composições
Desde a sua inauguração já foram utilizados pelo Metro de Lisboa diversos tipos de composições:
- Série ML7 (retirada)
- Série ML79 (retirada)
- Série ML90 (em serviço)
- Série ML95 (em serviço)
- Série ML97 (em serviço)
- Série ML99 (em serviço)
editar Tarifas
Em 2004 a rede do Metro de Lisboa saiu dos limites geográficos da cidade; esse facto fez com que se criasse um novo tarifário que dependia de zonas, até então desnecessário. Foi estabelecido um sistema de coroas urbanas sendo que a cidade fica na Coroa L e uma primeira coroa, fora da primeira, Coroa 1 na qual ficam as novas estações do Metro.
Desta forma, um passageiro que viaje na Linha Azul na direcção Santa Apolónia – Amadora-Este, ou vice-versa, tem de comprar um bilhete de 2 Zonas se passar para além da estação da Pontinha. O mesmo sucede na Linha Amarela, no sentido Rato – Odivelas, ou vice-versa, se passar pela estação de Senhor Roubado.
editar Referências
- ↑ http://www.metrolisboa.pt/Default.aspx?tabid=112
- ↑ 2,0 2,1 2,2 2,3 2,4 2,5 2,6 2,7 2,8 http://www.metrolisboa.pt/Default.aspx?tabid=65
- ↑ http://www.metrolisboa.pt/Default.aspx?tabid=94
- ↑ 4,0 4,1 http://www.metrolisboa.pt/Default.aspx?tabid=72
editar Ligações externas
- Site oficial do Metro de Lisboa (em português)
- Metro de Lisboa em urbanrail.com (em inglês)
- Arte no Metro de Lisboa em mic-ro.com (em inglês)



