Jakas reklama 

 

Beato Pio IX, O.F.S.
Pio IX (italiano)
Pius PP. IX (latim)

Papa da Igreja Católica

Ordem: 256º Papa
Início Pontificado: 16 de Junho de 1846
Fim do Pontificado: 7 de Fevereiro de 1878
Período como Papa: 31 anos
Data da Coroação: 21 de Junho de 1846
Predecessor: Gregório XVI
Sucessor: Leão XIII
Data de Nascimento: 13 de Maio de 1792
Local de Nascimento: Senigallia, Itália
Data de Falecimento: 7 de Fevereiro de 1878
Local de Falecimento: Roma
Nome de baptismo: Giovanni Maria Mastai-Ferretti
Cargo à data da Eleição: Arcebispo de Ímola, Itália
Ordenado Padre em: 10 de Abril de 1819
Sagrado Bispo em: 3 de Junho de 1827
Cardeal In Pecture em: 23 de Dezembro de 1839
Revelado Cardeal em: 14 de Dezembro de 1840
Venerável: 6 de Julho de 1985
Data da Beatificação: 3 de Setembro de 2000

O Beato Pio IX , nascido Giovanni Maria Mastai-Ferretti (Senigallia, 13 de Maio de 1792 - Roma, 7 de Fevereiro de 1878). Foi Papa durante mais de 31 anos, entre 16 de Junho de 1846 e a data do seu falecimento.

Foi o 3º Papa a nascer no dia 13 de Maio os outros 2 foram Papa Inocêncio XII e Papa Inocêncio XIII

Índice

editar Biografia

Giovanni Mastai-Ferretti nasceu em Senigallia (Itália) e estudou no Colégio Piarista em Volterra, e em Roma. Por sofrer de epilepsia não conseguiu seguir uma carreira militar, tendo seguido teologia e sendo ordenado sacerdote em 1819. Trabalhou nos primeiros anos do sacerdócio no Chile, regressando ao seu país em 1825. Nomeado arcebispo de Spoleto em 1827 e cinco anos depois para a diocese de Imola. Elevado a Cardeal em 1840.

A sua eleição para Papa sucessor de Gregório XVI foi o resultado de uma divisão no conclave entre conservadores e reformadores. Mastai-Ferretti era o candidato liberal, e, ao quarto escrutínio, foi eleito. Tomou o nome de Pio IX como homenagem ao Papa Pio VIII, seu antigo benfeitor. Foi coroado em 21 de Junho de 1846.

Apesar de ser considerado no início como liberal, o seu pontificado ficou marcado por uma gradual mudança no sentido do conservadorismo. Entre os acontecimentos de maior notoriedade estão a declaração do dogma da Imaculada Conceição em 1854 e as sessões do primeiro Concílio do Vaticano em 1869-1870.

editar Relação com o judaísmo

Pio IX aboliu leis que forçavam os judeus a viver em áreas específicas, os impediam de praticar certas profissões, e os obrigavam a ouvir sermões quatro vezes por ano em tentativas de conversão. O Judaísmo e o Catolicismo eram as únicas religiões permitidas por lei (o Protestantismo era permitido aos estrangeiros mas não autorizado a italianos). Mesmo assim, o testemunho de um judeu em tribunal contra um cristão era inadmissível aos olhos da lei.

Em 1858, num caso altamente divulgado na época, um rapaz judeu de seis anos, Edgardo Mortara, foi levado de sua casa pela polícia para os Estados Papais. Foi referido que havia sido baptizado por uma empregada cristã da família quando estava doente, por temer que não fosse para o Céu. Naquele tempo os cristãos não podiam ser criados por judeus, mesmo se fossem seus pais. Pio recusou os apelos de numerosos chefes de estado, incluindo o Imperador Francisco José I da Áustria e o Imperador Napoleão III de França para o retorno da criança a seus pais.

editar Fim dos Estados Papais

editar Estabelecimento da República Romana

O ano de 1848 foi muito agitado na Europa, tendo-se iniciado com revoltas na Sicília. Em 14 de Março, a desordem pública forçou Pio IX a conceder uma constituição e um parlamento. O Rei Carlos Alberto da Sardenha declara guerra à Áustria nove dias depois. O levantamento popular continuou e um dos ministros que tinham sido nomeados pelo Papa para tentar agradar aos revolucionários foi assassinado em 15 de Novembro.

O Papa foi cercado por uma multidão no Quirinal mas escapou com um disfarce em 24 de Novembro para o Reino de Nápoles, ficando a cidade de Roma nas mãos dos revoltosos. Só em 12 de Abril de 1850 retornaria a Roma, após intervenção diplomática da França e da Áustria. Crê-se que Pio IX tenha regressado afectado por esta ausência e mais virado para o lado conservador. Os revolucionários ainda estavam no terreno e a manutenção dos Estados Papais, sujeita à pressão de nacionalistas como Victor Emanuel II de Itália só se conseguiu com a ajuda de tropas francesas e austríacas.

editar Unificação italiana

Em 1858 Napoleão III e o Conde de Cavour declaram em conjunto guerra à Áustria. Na sequência da Batalha de Magenta (4 de Julho de 1859) as forças da Áustria retiram-se dos Estados Papais, precipitando assim a sua queda. Em Fevereiro de 1860, Victor Emanuel reclama a Umbria e a região das Marches; ao serem recusadas, toma-as pela força. Ao derrotar o exército papal em 18 de Setembro, em Castelfidardo, e em 30 de Setembro em Ancona, Victor Emanuel toma todos os territórios papais excepto Roma.

Em Setembro de 1870 cerca Roma, tornando-a capital da nova Itália unificada. Concede a Pio a "Lei das Garantias" (15 de Maio de 1871) que dá ao Papa direitos de soberania, uma quantia anual fixa e a extraterritorialidade dos palácios papais de Roma. Pio IX nunca aceitou a oferta oficialmente, mantendo a pretensão sobre os territórios conquistados. Embora não tenha sido preso ou impedido de viajar à sua vontade, declarava-se prisioneiro no Vaticano. Além disso, proibiu os católicos italianos de votar nas eleições do novo reino italiano. Essa incomoda questão de disputas entre o Estado e a Igreja fica conhecida com o nome de Questão Romana e só termina em 1929, quando o ditador fascista Benito Mussolini assinou com o Papa Pio XI a Concordata de São João Latrão.

editar Balanço do pontificado

Túmulo de Pio IX na Basílica de São Pedro

Pio IX escreveu algumas encíclicas a condenar determinadas teorias recém-surgidas como o comunismo e as acções anti-cristãs. Em 8 de Dezembro de 1864, Pio IX escreve a encíclica Quanta Cura cujo Syllabus lista 80 dos "principais erros do nosso tempo". O 80º "erro" era que "o Pontífice Romano tem de se reconciliar e acordar com o progresso, liberalismo, e civilização moderna". Esta encíclica criticava abertamente aquilo que na altura era conhecido como a heresia do americanismo: a liberdade de religião, liberdade de pensamento, separação da Igreja do Estado.

Num balanço do pontificado, pode ser considerado um conservador. Como curiosidade o seu nome (Pio Nono) - era referido pelos italianos antipapista como Pio No No.

editar Beatificação

O seu túmulo está na igreja de San Lorenzo fuori le mura. A sua controversa beatificação iniciou-se em 11 de Fevereiro de 1907 e foi relançada por três vezes antes de Pio IX ser declarado Venerável (6 de Julho de 1985) e beatificado em 3 de Setembro de 2000 por João Paulo II. Sua festa litúrgica é comemorada no dia 7 de fevereiro, data de seu falecimento.

Sobre ele afirmou o Papa João Paulo II:

Ao ouvir as palavras da aclamação ao Evangelho: "Senhor, guia-nos pela recta via", o pensamento dirige-se espontaneamente para as vicissitudes humana e religiosa do Papa Pio IX, João Maria Mastai Ferretti. Perante os acontecimentos turbulentos do seu tempo, ele foi exemplo de incondicionada adesão ao depósito imutável das verdades reveladas. Fiel em qualquer circunstância aos empenhos do seu ministério, soube dar sempre a primazia absoluta a Deus e aos valores espirituais. O seu longuíssimo pontificado não foi deveras fácil e teve que sofrer muito no cumprimento da sua missão ao serviço do Evangelho. Foi muito amado, mas também muito odiado e caluniado.[1]
Mas precisamente no meio destes contrastes brilhou mais resplandecente a luz das suas virtudes: as prolongadas tribulações mitigaram a sua confiança na divina Providência, de cujo soberano domínio sobre as vicissitudes humanas ele jamais duvidou. Nascia aqui a profunda serenidade de Pio IX, mesmo no meio das incompreensões e dos ataques de tantas pessoas hostis. Gostava de dizer a quem lhe estava próximo: "nas coisas humanas é necessário contentar-se em fazer o melhor que se pode e no resto abandonar-se à Providência, que curará os defeitos e as insuficiências do homem".[1]
É conhecida a profunda veneração que o Papa João tinha pelo Papa Pio IX, do qual desejava a beatificação. Durante um retiro espiritual, em 1959, escrevia no seu Diário: "Penso sempre em Pio IX de santa e gloriosa memória, e imitando-o nos seus sacrifícios, desejaria ser digno de celebrar a sua canonização" (Jornal da Alma, Ed. S. Paulo, 2000, p. 560).[1]

editar Brasão e Lema

Pío IX

editar Encíclicas

editar Referências

  1. 1,0 1,1 1,2 Da homilia de beatificação.

editar Bibliografia

editar Vide também

editar Ligações externas


Precedido por
Gregório XVI

Papa

256.º
Sucedido por
Leão XIII


BIOGRAFIAS

A | B | C | D | E | F | G | H | I | J | K | L | M | N | O | P | Q | R | S | T | U | V | W | X | Y | Z


Kalkulator teksty piosenek chicago limousine service kamieniarstwo filmy